Domingo, 23.12.12

45 Day Book Challenge Day 17

 

 

Livro inspirador

 

 

Autor: Maria Teresa Maia Gonzalez

Título: A lua de Joana

 

 

Este livro fala da importância em fazer as escolhas certas e o que acontece quando fazemos as escolhas erradas. Fala sobre a Vida em si e, em especial, sobre Joana. Nenhum de nós sabe as razões que levam alguém a realizar certos actos e por causa disso, acabamos muitas vezes por culpar e castigar esse alguém. Todos nós temos os nossos motivos e nunca devemos dizer "Desta água não beberei!". Este livro fez-me pensar sobre a vida e sobre tudo isto: sobre as nossas escolhas.

 

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Sábado, 22.12.12

Persuasão - Opinião

 

 É em Persuasão, o último romance acabado de Jane Austen, que encontramos a sua heroína muito notável - Anne Elliot. Sobre ela escreveu, um dia, a autora: «Ela é quase demasiadamente boa para mim.» No entanto, naquela que é a sua obra mais amadurecida, que descreve uma órbita de afastamento nítida em relação ao tom predominantemente satírico dos seus anteriores romances, Austen trata o carácter e os afectos da protagonista de uma forma que, sem perder totalmente de vista a ironia é, sem sombra de dúvida, muito mais terna, e anuncia já uma percepção mais aberta e dinâmica da personalidade e comportamentos humanos. Uma história de amor, desenvolvida com profundidade e subtileza, proporcina o campo ideal para um estudo reflectido, que sustenta na sua linha de horizonte o complexo relacionamento entre os dois sexos, e no qual homem e mulher surgem como seres moralmente análogos.

 

OPINIÃO

 

Jane Austen foi uma escritora britânica, conhecida pela sua ironia que utilizava para descrever as personagens dos seus romances, entre outras coisas. Em Persuasão, isso não é diferente. Apesar desta ironia ser mais "suave", ela é bem visível na obra. A forma como a autora descreve as personagens, os pensamentos destes, os acontecimentos e a reacção das personagens relativamente a estes, é brilhante. Em poucas páginas e, muitas vezes, em poucas palavras, Jane dá-nos a percepção geral do que era a sociedade no seu tempo e também o que realmente pensava através das falas das personagens (geralmente) principais.

Persuasão é sobre um amor que teve de esperar o melhor momento para ser "concretizado". Mal começamos o livro, são-nos apresentadas as personagens e começamos desde logo, também, a perceber que tipo de pessoas se tratam. Por esse motivo, decidi colocar alguns trechos da obra, de forma a apresentar algumas das várias personagens da história.

 

Sir Walter Elliot, de Kellynch-hall, no Somersetshire, era um homem, que, para se distrair, nunca pegava noutro livro que não fosse o Baronetage; nele encontrava ocupação para uma hora de lazer e consolo numa de aflição; (...) A vaidade era o princípio e o fim da personalidade de Sir Walter Elliot; vaidade pessoal e de situação. Tinha sido excepcionalmente bonito na juventude, e aos cinquenta e quatro anos ainda era um belo homem. (...) Considerava o dom da beleza inferior somente ao da baronia, e Sir Walter Elliot, que reunia estes dois dons, era objecto constante do seu mais caloroso respeito e dedicação. A sua elegância e a sua posição social tinham um peso razoável no seu afecto (...).

 

Sir Walter Elliot é o pai de Elizabeth e Anne Elliot, e de Mary Musgrove. É orgulhoso, teimoso e incapaz de se rebaixar seja porque razão for. Para si, o estatuto é tudo e, por isso, quando descobre que a sua situação financeira não é das melhores, fica tremendamente preocupado com a sua reputação na sociedade. É devido a esses problemas, de onde a história parte. Sir Walter acaba por ser obrigado a arrendar Kellynch-hall, depois de muito se recusar a fazê-lo. A propriedade acaba por ser arrendada aos Croft e é assim que Anne acaba por se reencontrar com um amor antigo, o Capitão Wentworth.

No entanto, antes de falar do Capitão, creio que devo apresentar a heroína da história.

 

Anne, possuidora de uma elegância de espírito e uma doçura de carácter que deveriam tê-la colocado num elevado lugar na consideração de qualquer pessoa dotada de verdadeira compreensão, não era ninguém, nem para o pai nem para a irmã: a sua voz não tinha qualquer peso; a sua conveniência residia em transigir, ceder sempre - era apenas Anne. (...) Alguns anos antes, Anne Elliot tinha sido uma rapariga muito bonita, mas o seu viço dissipava-se cedo - e como, mesmo no apogeu dessa frescura, o pai pouco encontrara que admirar na filha, tão completamente diferentes dos dele eram os seus traços delicados e doces olhos escuros, não podia haver neles, agora que estava estiolada e magra, nada capaz de estimular a sua estima.

 

Anne Elliot é uma jovem de vinte sete ou vinte oito anos, que vive apenas para a família e para satisfazer os que a rodeiam, sendo ignorada pelo seu pai e pela sua irmã mais velha, Elizabeth. Em tempos teve um amor, o Capitão Wentworth mas, por forças exteriores, foi persuadida a afastar-se desse amor. Apesar de ninguém se interessar pelo que pensa ou deseja, Anne mostra ser bastante madura nos seus pensamentos e atitudes. Ela tem a capacidade de poder observar e aperceber-se mais facilmente de coisas que os outros não vêem e, por isso, faz melhores juízos de valor. No entanto, é querida por todos e quando digo todos, refiro-me aos Musgrove, aos Harville e a Lady Russell.

Tal como disse anteriormente, é com o arrendamento de Kellynch-hall aos Croft, que Anne volta a rever o Capitão Wentworth e a reviver o seu amor por ele. Com a sua vinda, muitas questões surgem na mente da jovem bem como o receio do que acontecerá caso se encontrem de novo.

 

Era, nesse tempo, um jovem extraordinariamente simpático, dotado de grande inteligência, denodo e talento (…). O capitão Wentworth não possuía fortuna. Tivera sorte na sua profissão, mas, gastando liberalmente o que liberalmente ganhara, não realizara nada. Tinha no entanto confiança de que em breve seria rico: cheio de vida e ardor, sabia que não tardaria a ter um navio e a encontrar-se numa posição que o conduziria a todas as coisas que queria. Sempre tivera sorte; sabia que continuaria a tê-la. (…) Ele era brilhante, era obstinado.

 

O Capitão Wentworth, irmão da Mrs. Croft e cunhado do Almirante Croft, é um jovem ambicioso que conhecera Anne Elliot no Verão de 1806, quando estava à espera de ser destacado. No entanto, foi união que durou pouco. A única coisa que o Capitão tinha contra si, era o facto de não ter o estatuto social que agradasse a Sir Walter e Lady Russell.

No entanto, passados oito anos e meio, o Capitão voltava a Kellynch-hall, acompanhado da família Croft, rico e como um bom partido fosse para a filha de quem fosse. Anne, que previa não se encontrar com ele de novo, vê os seus planos trocados, quando Mary Musgrove, sua irmã, lhe pede que vá passar uns tempos a sua casa, em Uppercross. Devido a vários acontecimentos, Anne e o Capitão acabam por se tornar estranhos conhecidos e por se verem mais vezes do que qualquer um deles gostaria. A jovem Elliot acaba por se deparar com um Capitão arrogante, indiferente e friamente educado para com ela.

Durante uma boa parte da história, é-nos possível ler as várias oportunidades que o Capitão aproveita para atingir Anne, ainda que indirectamente, com as suas palavras mais do que com as suas atitudes.

Mas, não é só Anne que fica receosa com a chegada do Capitão.

 

Mulher de uma eficiência mais segura do que rápida (…). Era, pessoalmente, dotada de uma integridade rigorosa, reforçada por um delicado sentido de honra; (…) era tão zelosa dos pergaminhos da família e tão aristocrática nas suas ideias acerca do que lhes era devido, como qualquer pessoa de sensibilidade e honestidade poderia ser. Era uma boa mulher, benévola e caridosa, e capaz de amizades fortes; extremamente correcta na sua conduta, rigorosa no seu sentido de decoro e senhora de maneiras que eram consideradas um modelo de boa educação. Tinha um espírito culto e era, geralmente falando, racional e coerente – mas tinha preconceitos no que tocava a linhagem, atribuía à hierarquia e à importância social um valor que a cegava um pouco relativamente aos defeitos daqueles que a possuíam. Viúva, apenas, de um simples cavalheiro, atribuía à dignidade de baronete tudo o que lhe era devido (…).

 

Lady Russell é amiga de Anne e vizinha da família, e apenas deseja o melhor para a menina Elliot, a quem vê como uma filha. É uma senhora digna, bondosa e razoável. No entanto, um dos seus defeitos é achar que o estatuto social é muito importante. Por esse motivo, fica preocupada quando pensa que Anne poderá se encontrar novamente com o Capitão Wentworth e tenta pensar numa forma de o evitar, algo que não consegue fazer logo ao início.

Os vários acontecimentos que vão decorrendo ao longo da obra, acabam por obrigar tanto Anne como o Capitão a descobrirem-se novamente e a si mesmos.

Para mim, foi um livro que soube a pouco. Confesso que, ao contrário de Orgulho e Preconceito, o primeiro livro de Jane Austen que li, este é menos "massudo" devido às suas descrições. É um livro apaixonante, que nos encanta mal o começamos a ler. Não só pela história em si e pelas personagens mas pelo que está por detrás de cada uma delas. O que eu adorei, em especial, foi realmente isso: o que autora tenta explicar através da história. Cada personagem tem a sua razão de ser, as suas atitudes dizem muito e têm um significado também. Nada é escrito ao acaso! Temos, por exemplo, a renitência de Sir Walter em admitir que não tem dinheiro suficiente para continuar a sustentar uma propriedade como Kellynch-hall, a vaidade e arrogância de Elizabeth e de Sir Walter em relação a todos os que os rodeiam, os ataques súbitos de Mary, a conversa do Capitão Harville com Anne sobre a inconstância da mulher e do homem, o retorno de Mr. Elliot ou até mesmo a integração da Viscondessa Dalrymple na família Elliot... São tantos os exemplos que é possível dar!

Eu confesso que chorei quando cheguei ao final do livro. Não só por causa de ser o final mas por nos depararmos com a mesquinhez, a arrogância, a frieza e tantas outras atitudes negativas, de alguns personagens relativamente à felicidade de alguém, que sempre fez tudo por eles. Creio que foi o que mais me custou neste livro e também um dos aspectos que mais me agarrou a ele. Durante toda a história deparamo-nos com atitudes que são parvas e impensáveis, para alguém que tem valores e o mínimo de vergonha na cara, e a autora ao fazê-lo, acaba por nos obrigar, inconscientemente, a pensarmos se o que acabamos de ler é certo ou errado.

Em suma, é um clássico da literatura inglesa que aconselho a todos a ler! Para mim, tornou-se um dos meus favoritos. :)

 

Boas leituras*

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publicado por Diemy* às 12:02 | link do post | comentar

45 Day Book Challenge Day 16

 

 

Livro perturbante



Sinceramente, não me lembro de nenhum livro que tenha lido e que tenha sido perturbante. E vocês, já leram algum? :)



publicado por Diemy* às 11:58 | link do post | comentar
Sexta-feira, 21.12.12

45 Day Book Challenge Day 15

 

 

Livro hilariante

 

 

 

Autor: Catarina Da Fonseca

Título: A malta do 2º C

 

 

É um livro infantil mas é muito engraçado. Fala-nos sobre uma turma: o 2º C. A partir do momento em que pegamos no livro e o começamos a ler, apercebemo-nos que todas as personagens são fora de série.

É um livro do qual gosto bastante e já o li várias vezes. É ligeiramente fino e as letras são grandes, o que torna os capítulos pequenos. E depois, para nos ajudar a imaginar a escola, os cenários e ainda as personagens, vem acompanhado de algumas imagens, também elas engraçadas. Mas não é só por isso que eu gosto tanto dele. Todos nós quando andávamos na escola devemos ter tido alguns colegas e professores que pareciam saídos de um livro, certo? Eu mesma quando me lembro dos tempos de escola, lembro-me de muitas peripécias engraçadas. Este livro reflecte isso: todas as peripécias, todos os acidentes, todos os acontecimentos importantes que marcam a vida académica. :)

 

publicado por Diemy* às 15:05 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.12.12

Perdida nas páginas... #3

 

 

 

 

"Não havia nelas nenhuma superioridade de conduta, talento ou inteligência. Lady Dalrymple obtivera a qualificação de «uma mulher muito encantadora» porque tinha um sorriso e uma resposta cortês para toda a gente. Miss Carteret, com menos ainda que dizer, era tão banal e desajeitada que jamais teria sido tolerada em Camdem-place nao fora o seu nascimento.

Lady Russel confessou que esperara algo melhor; mas mesmo assim «era um conhecimento que valia a pena ter», e quando Anne se arriscou a dizer a sua opinião a respeito delas a Mr. Elliot, ele concordou que não eram nada, em sim mesmas, mas manteve que, como boa companhia, como pessoas que reuniriam boas companhias à sua volta, tinham o seu valor. Anne sorriu e disse:

- A minha ideia de boa companhia, Mr.Elliot, é a de pessoas bem informadas, que têm muito do que conversar. É a isso que eu chamo de boa companhia.

- Está enganada - respondeu ele delicadamente -, isso não é boa companhia, isso é a melhor companhia. A boa companhia exige apenas nascimento, educaçao e maneiras, e no tocante a educação não vai muito longe. Nascimento e boas maneiras são essenciais; mas um pouco de cultura não é de modo algum uma coisa perigosa em boa companhia, pelo contrário, calha muito bem. (...) Não será mais sensato aceitar o convívio daquelas boas senhoras de Laura-place e aproveitar o melhor possível todas as vantagens desse parentesco? Pode ter a certeza de que este Inverno elas serão acolhidas pela melhor sociedade de Bath, e como posição social é posição social, o facto de se saber que são aparentados com elas terá a sua utilidade em colocar a sua família - a nossa família, permita-me dizer - naquele grau de consideração a que todos nós aspiramos. "

 

Persuasão de Jane Austen

 

 

E em poucos parágrafos, Jane Austen fez um apanhado de como eram as leis da sociedade do seu tempo, a maneira de pensar de muitas pessoas e do que ela mesma pensava sobre o assunto. :)

 

 

Creditos da imagem: weheartit

publicado por Diemy* às 01:05 | link do post | comentar

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